“Filho de peixe, peixinho é”. Entrevista com Shanon, Baterista do Chiclete.

Publicado em: 8-02-2019

Dizem que “Filho de peixepeixinho é”. E esse jovem não precisa mais provar nada. O reconhecimento de uma caminhada que começou cedo, quando ele sequer tinha noção do que a paixão pelo instrumento poderia lhe dar. Ele não só encheu o pai de orgulho por ter seguido a mesma carreira, como também, recebeu de suas mãos, a suas ferramentas de trabalho: “As Baquetas”, para se tornar o baterista de uma das mais consolidadas e autênticas bandas de axé do país: Chiclete com Banana. O nosso entrevistado de hoje, é o Shanon filho do Rey, ex-baterista do Chiclete com Banana.

Em bate-papo exclusivo com o nossa redação, Shanon falou sobre sua infância, primeiros carnavais, curiosidades, sua relação com o pai, enfim, sobre toda sua  trajetória até chegar ao Chiclete.

O Exclusivo: Você tem um nome um pouco diferente. Como seus pais lhe explicou o porque desta escolha?

Shanon: Essa dúvida até hoje eu tenho. Ah! ah! ah! Nunca falaram sério sobre o assunto! Já perdi a curiosidade. Ah! ah! ah!

O Exclusivo: Onde e quais foram seus primeiros passos na bateria e o que te atraiu no instrumento?

Shanon: Na verdade eu sempre toquei percussão, apesar de amar a bateria. Quando a banda 5% surgiu, fui meio que “obrigado” a assumir o instrumento. Eu me identifiquei muito. Hoje não me vejo tocando outro instrumento.

O Exclusivo: O fato de ter em casa uma grande referência musical, o influenciou na escolha da profissão?

Shanon: Com certeza! Não só por meu pai, mas, por um chiclete como um todo. Passei a minha vida viajando com eles, e não tinha como pensar em outra coisa!

O Exclusivo: Como foi crescer tendo o pai como como integrante de uma das maiores bandas do país? Quando começou acompanha-lo nos shows do chiclete?

Shanon: Incrível! Ser fã de um grupo no qual seu pai faz parte é mágico. Eu comecei muito novo, meu pai sempre me levou nas viagens. Eu não me lembro, mas, ele conta que eu bem novinho com 2 à 3 anos, ele me levava para a “Micareta de Feira” (Feira de Santana) e me colocava numa rede em cima do trio.

O Exclusivo: Na época de infância, durante o carnaval de Salvador, onde preferia curtir, em cima do trio ou na avenida?

Shanon: No trio sempre é melhor! Sou louco pelo trio elétrico. É uma magia inexplicável!

O Exclusivo: Quando deu a primeira canja no Chiclete?

Shanon: Rapaz… Com uns 14 ou 15 anos. Eu sempre brincava tocando uma percussão, etc…Uma vez, Waltinho me colocou para fazer uma participação no Festival de Verão de Salvador, junto com o filho dele tocando pandeiro… Talvez ali, tenha sido o momento de total certeza do que queria para minha vida.

O Exclusivo: Antes de ir para o Chiclete, você tocava na banda 5%, que também tinha o seu irmão, Bruno Gramacho. Foi sua primeira banda?  

Shanon: Não! Profissionalmente comecei tocando (percussão) na banda AZORRA. Antes da AZORRA, já “arranhava” começar a vida profissional em bandas no colégio e com amigos.

O Exclusivo: Anos atrás, somente o vocalista era o centro das atenções numa banda, desde a relação com os fãs até mesmo com a imprensa. Isso tem mudado bastante, os bateristas tem ganho um espaço bacana, conquistado este reconhecimento do público. A que você atribui essa mudança?

Shanon: Podemos falar que o vocalista é o nosso centroavante. A pessoa do gol. O chiclete sempre valorizou os músicos e acho isso muito bonito. Somos uma família tocando a bola, para deixar o cantor na cara do gol. Por sinal, Khill é um grande artilheiro.

O Exclusivo: Dá pra tocar bateria profissionalmente sendo autodidata ou é preciso estudar muito?

Shanon: Da pra tocar sim! Mas acredito que se a pessoa é autodidata e estuda, seria perfeito. Estudar, em qualquer que seja a profissão, só vai trazer benefícios.

O Exclusivo: Como surgiu o convite para tocar no Chiclete, e qual o sentimento ao saber que iria fazer parte de uma banda que você cresceu ouvindo?
Shanon: Foi uma grande surpresa. O melhor sentimento possível… sem palavras!
O Exclusivo: Qual o maior conselho ou dica dada à você, por Rei?
Shanon: Ele não é muito de conselhos. Ao mesmo tempo, conviver com ele é uma escola. Seus atos dizem tudo.
O Exclusivo: Qual a preparação para aguentar tocar por várias horas, principalmente no período do Carnaval?
Shanon: Gosto de praticar esportes, acho que isso sempre me ajudou. Minha maior preocupação para épocas de muitos shows, carnaval, etc… É mais direcionado a alimentação.

 

 

 

O Excluivo: Esse ano você completará quantos carnavais com  o chiclete?
Shanon:
  Será meu 4º carnaval com o chiclete. E o meu 2º carnaval com Khill.

O Exclusivo: Depois da chegada de Khill, é visível o UP! Que o chiclete deu. Tanto na agenda, como na alegria dos chicleteiros. Como “tá” o clima interno da banda? Vocês também perceberam esta mudança positiva na banda?
Shanon: Khill é uma figura incrível, alto astral, e com o chiclete totalmente dentro dele. Foi muito fácil o entrosamento com o grupo. Temos um grupo muito unido, divertido, leve e com um único sentimento: amor ao Chiclete com Banana!

 

O Exclusivo: Como será o carnaval do Chiclete este ano? Estamos sabendo que vocês estarão no Carnaval de Barreiras. O que a galera do Oeste da Bahia pode esperar do chiclete?

Shanon: Com certeza vai ser maravilhoso, a agenda tá bem cheia! Ah! ah! ah! Vamos tocar para o povo, para o camarote: no Voa Voa, no Inter, no Carnavalito e também vamos para Barreiras. “Podem ter certeza que o Chicletão vai chegar com uma energia surreal”!

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