O Esporte Santamariense vai sentir Saudades deste “Craque”.

Publicado em: 8-01-2015

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O Esporte Santamariense vai sentir saudades deste “Craque”.

No dia 27 de Dezembro de 2014 uma triste notícia abalou a cidade de Santa Maria da Vitória. De forma inesperada, José Benigno, o nosso querido Pretinho, de 50 anos, um exemplo de profissional como servidor público.

Uma pessoa que dedicou toda a sua vida ao esporte amador, um dos primeiros a trabalhar com categoria de base em nossa cidade.

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O dono de um dos times de base mais famoso de Santa Maria da Vitoria, o “Cruzeirinho”. Jogar no “Cruzeirinho de Pretinho” era o sonho de consumo de todos os jogadores da época.

Grandes amizades foram feitas, grandes aprendizados foram deixados e grandes momentos foram vividos neste tempo de Cruzeirinho, mas infelizmente, não lembramos se homenagens foram feitas a esta pessoa tão especial para muita gente.

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Nós do O Exclusivo pensamos em fazer uma homenagem para o nosso amigo Pretinho, mas não concordávamos com o fato de  ser uma homenagem póstuma. Ele merecia uma homenagem em que ele pudesse ver, se sentir homenageado de verdade, mas jamais poderíamos trazer o nosso amigo de volta para fazer isso.

Ao fazermos este comentário com outro amigo, ele nos relatou que uma homenagem foi feita em forma de crônica, há poucos anos atrás em um jornal local de pequena circulação.

Feita por alguém que realmente o conhecia, que sabia de toda a sua história de vida. Mas que na hora da publicação deu ao nosso amigo Pretinho o pseudônimo de “Jesuíno” e intitulou a sua homenagem (Crônica) como: “JESUÍNO, Amante do Futebol”

Queremos parabenizar o senhor Justino Cosme Santos por lembrar de homenagear (em vida) uma pessoa que se doou tanto ao esporte amador de nossa cidade e por ter nos autorizado a publicar no site do O Exclusivo esta obra de arte.

 

 

 

JESUINO, AMANTE DO FUTEBOL

 

Não gostaria de acreditar que o Brasil é o “País do Futebol e, muito menos, do Carnaval” como propalam os meios de comunicação de massa, e também diversos cantores/as: Elis Regina: “Aqui é o país do futebol”; Cláudia Leite: “Insolação do futebol”; Samuel Rosa, do Skank: “Partida de futebol”; Chico Buarque: “O futebol”, dentre outros. Contudo, devo reconhecer que futebol tem cadeira cativa para uma boa parte da população. Uma das justificativas de tal paixão, decerto, é que o povo, ao grosso modo, tem fácil acesso desde quando são crianças. Porque este esporte que, geralmente, começa como brincadeiras de crianças (aliás, começava não é?) nas ruas, campinhos, etc., não requer tantos recursos materiais se comprando com outros. Talvez por isso que Jesuino é um apaixonado pelo futebol, e grande colecionador de camisas de times. Certamente, o maior colecionador de Santa Maria. Não importa que o time seja brasileiro ou estrangeiro. O importante é ser um torcedor e vestir a camisa, aliás, as diversas camisas, literalmente.

Quando alguém quer saber sobre uma partida de futebol, é só perguntá-lo. Ainda que não tenha sido transmitido no rádio ou televisão; ele sabe e tem um ponto de vista a respeito do jogo. Conhece o esporte com tanta propriedade, chegando a falar dos apelidos, nacionalidade, histórico dos jogadores… chega a ser impossível não parar para ouvir, uma vez que faz uso abundante de comparações, metáforas, e muitas resenhas, etc.

 Jesuino é incrível e irreverente nos comentários futebolísticas. 
Atualmente, não prática tal esporte, mas alguns anos atrás tenha sido um grande jogador, técnico, treinador, juiz, conselheiro, dentre outros. Mas, mesmo assim, freqüenta o Estádio Turíbio de Oliveira, o Turibão, até mesmo para assistir “baba” no decorrer da semana. Quando há jogo sábado e/ou domingo no campo, ele é daqueles que ainda leva o rádio de pilha, para não perder também os jogos transmitidos no mesmo horário.

Devido ter uma vasta coleção de camisas de times, a cada dia do ano ele veste uma. Não me lembro de ter visto-o com outra camisa que não tenha sido de futebol. Tanto é que poucos sabem diferenciar as camisas dos times que ele veste, porque sempre está uma diferente. Contudo, ele não abre mão, aliás, o corpo para vestir a camisa e nem falar bem do Flamengo. Contrariando a torcida rubro-negra, e também Jorge Bem Jó, no “sou flamengo”. Por ser um torcedor voraz do Vasco da Gama, Jesuino, diz que não quer a camisa do Flamengo nem para fazer pano de chão em dias de chuva. Nem se fosse para ganhar dinheiro vestiria. Pra ele, Flamengo é único time que joga contra os demais, incluindo aí os estrangeiros. Ou seja, existe somente Flamengo x Outros Times. Quando vai pegar fila em alguma instituição, como nas agencias bancarias, para ver o frenesi dos “fileiros”, costuma perguntar para que todos ouçam: “Torcedor do Vasco pega fila?.

Quando o time que ele está torcendo perde para o Flamengo, com muito escárnio, ele costuma justificar de alguma forma o fracasso. Lembrando Manuel Rosa (Skank): “Se ele perder, que dor, imenso crime. Posso chorar se ele não ganhar”. Por isso, comumente, Jesuíno, pega uma noticia em circulação na TV, etc., e faz um paralelo ao fracasso do seu time. Por exemplo: se estiver acontecendo uma catástrofe em São Paulo, e mesmo que a partida futebolística tenha acontecido em Maceió, diz que o time dele perdeu por conta desse grave problema. Vez que os jogadores ficaram condoído com as diversas mortes causado pela calamidade; por isso tenha jogado mal, enfim. 
Se nesta cidade não existisse Jesuino, pouca noticia, resenha e camisa de futebol eram vistos por aqui! E a violência no Turibão, certamente, já estaria em vigor qual nos estádios da capital.

 

                                                                                                   Justino Cosme

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